Cifose

Descrição

A cifose é um dos três desvios posturais mais comuns da coluna vertebral, com a escoliose e a lordose. A coluna vertebral é considerada o eixo central do esqueleto humano, servindo de apoio para outras partes do esqueleto. Ela possui diversas funções, como sustentar e movimentar os membros, proteger a medula espinhal, manter a postura ereta e garantir suporte ao peso do corpo. É composta pelas vértebras, um conjunto de ossos, unidas entre si por ligamentos e músculos. Entretanto, por diferentes causas, esse eixo pode apresentar alguns desvios anormais ou acentuação de curvas normais já existentes. Na cifose, a parte convexa do desvio é para trás. Os ombros, o pescoço e a cabeça são projetados para frente, provocando uma curvatura nas costas popularmente conhecida como “corcunda”, que só pode ser observada com a pessoa de perfil.

Causas

As causas dos desvios posturais são de diversas naturezas. Podem ser desde doenças neurológicas, que podem provocar assimetrias musculares com consequentes desvios, até sequelas de fraturas por trauma ou osteoporose. Antigamente, uma das causas mais comuns de cifose grave eram os casos de tuberculose óssea, que destruíam a vértebra cervical, fazendo com que a pessoa ficasse corcunda e não conseguisse fazer a reconstrução. Contudo, também existem desvios que não possuem nenhuma causa estabelecida, conhecidos como deformidades idiopáticas. Além disso, a ligação entre os desvios posturais e hábitos é um assunto bem discutido. Porém, se você ficar deitado de lado no sofá ou se dormir em um colchão mole, isso pouco interfere nas deformidades. Esses vícios de postura provocam dor, mas não deformidade. As deformidades em si são estruturais, ou seja, ocorrem na estrutura da coluna.

Sintomas

A principal sintomatologia desta deformidade é o desconforto; quase sempre a pessoa não se sente confortável e pensa que tem algo estranho. Os desvios da coluna vertebral são classificados conforme o grau de angulação, podendo ser deformidades leves, moderadas ou graves. Os desvios leves causam sintomas mais leves e vagos. Podem aparecer como uma dor na coluna ocasionalmente ou como algum problema estético, como o tronco meio torto. Mas, apesar desses desconfortos, não geram nada que atrapalhe muito a vida da pessoa. Conforme o aumento do grau de angulação do desvio, outros transtornos mais sérios podem aparecer. Nos casos mais graves, a deformidade pode causar paralisias, problemas na função respiratória e alterações na função gastrointestinal, por conta do espaço que fica faltando. As disfunções são múltiplas, em qualquer setor do corpo, dependendo sempre do grau de angulação do desvio.

Diagnóstico

Geralmente, o diagnóstico dos desvios posturais é realizado através de um exame clínico, onde o paciente relata o curso da história do problema até o momento de sentir que precisava procurar ajuda médica. Na sequência, é efetuado um exame físico, para detectar a deformidade e, a partir daí, são efetuados exames complementares que confirmem o diagnóstico, como radiografias comuns, que medem a angulação e o local do desvio.

Tratamento

O tratamento é estabelecido mediante o diagnóstico de cada caso. Normalmente, o tratamento é mais conservador, visando aliviar os sintomas e o desconforto que a pessoa sente, além de alinhar a coluna o melhor possível por fisioterapia e órteses corretivas. Em alguns casos, há a possibilidade de cura, por cirurgias complexas que corrigem os desvios posturais. Contudo, apenas casos muito graves podem realizar a operação. A fisioterapia tem a função de dar um conforto ao paciente na movimentação, não deixar que ele fique muito rígido, e as órteses para mantê-lo na posição mais normal possível. Uma órtese é um aparelho tipo um colete, em que tentaria levar aquela pessoa para a posição mais normal. E, quando chega a um caso extremo, onde a deformidade está muito grande ao ponto de estar prejudicando órgãos vitais, aí pode-se realizar o tratamento cirúrgico. Mas, nem sempre os resultados são bons, por ser uma cirurgia muito complexa.

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