Citomegalovírus / CMV

Descrição

O citomegalovírus é um membro da família dos herpesvírus, podendo provocar um grande número de síndromes clínicas diferentes em hospedeiros sadios e imunocomprometidos. O citomegalovírus é uma infecção comum durante toda a vida, disseminada de pessoa para pessoa. O vírus permanece latente ou quieto nas células do sangue, assim como em outros tecidos, mas pode ser excretado pela boca, urina e trato genital, servindo de origem para a infecção de outros indivíduos. Quando o CMV causa infecção na infância, muitas vezes permanece assintomático. Durante a adolescência e na idade adulta, contudo, o CMV pode provocar mononucleose (mono) infecciosa, indistinguível da mononucleose pelo vírus Epstein-Barr.

Causas

A transmissão do CMV normalmente acontece por conta do contato com fluidos corporais infectados, como a saliva e o sangue. Além disso, há ainda a transmissão na gravidez, da mãe para o feto. Pacientes imunocomprometidos correm o risco da doença tornar-se grave.

Sintomas

A mononucleose infecciosa, provocada pelo vírus, geralmente provoca dor de garganta, fadiga, aumento dos linfonodos e baço inchado, podendo durar semanas a meses. O CMV também pode provocar infecção congênita. Aproximadamente 5% dos bebês que adquirem CMV congenitamente apresentam graves lesões cerebrais, dificuldade para desenvolver-se e problemas oculares. Isso é mais frequente em mulheres que desenvolvem infecção por CMV pela primeira vez durante a gestação. O vírus também pode causar graves problemas em pessoas imunodeprimidas, tais como pacientes com AIDS ou transplantados. Nesse caso, a infecção pode ser devido à primeira manifestação da doença ou reativação de infecção pré-existente. Em pacientes com AIDS, frequentemente se apresenta como doença ocular (retinite). Nos pacientes transplantados, por sua vez, geralmente provoca pneumonia ou infecção gastrointestinal caracterizada por diarreia.

Diagnóstico

O vírus pode ser cultivado a partir de diversas amostras. A interpretação dos resultados das culturas depende da forma clínica de apresentação. Por exemplo, uma cultura de urina positiva nas duas primeiras semanas de vida indica infecção congênita em um recém-nascido. Uma cultura positiva em qualquer outra época da vida pode indicar uma primeira infecção ou uma reativação do CMV. Reação da cadeia de polimerase também pode ser utilizada para detectar o vírus em algumas circunstâncias, e anticorpos CMV no sangue informam se o indivíduo foi infectado no passado ou se trata-se da primeira infecção.

Tratamento

Em hospedeiros sadios, o CMV geralmente não requer medicação. Para alguns indivíduos com amígdalas muito edemaciadas, pode-se usar um corticosteroide tipo prednisona, para reduzir o edema. O tratamento do CMV ativo em pacientes imunocomprometidos é feito com duas drogas principais: ganciclovir e foscarnet. Trata-se de agentes antivirais. Foram desenvolvidos para impedir a replicação viral e não para eliminar os vírus já presentes no organismo.

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