É uma doença de pele recorrente e crônica. Caracteriza-se pela formação de placas, pápulas e eflorescências escamosas prateadas.
Essa escamação ocorre pela grande produção de células cutâneas, que supera os níveis normais. Apesar de existirem suspeitas de esse crescimento elevado estar relacionado com o sistema imunológico, as causas da doença ainda não são conhecidas. Às vezes, desenvolve-se uma psoríase pelo uso de pomadas ou cremes, de fármacos contra o paludismo, de lítio ou de betabloqueadores, ou a partir de uma queimadura solar aguda ou uma irritação da pele. É mais frequente entre os 10 e os 40 anos e geralmente acomete as pessoas de um mesmo grupo familiar.
Os sintomas iniciais são pequenas placas muito escamosas, que podem desenvolver uma pápula ao redor. Estende-se com tamanho variável, pelo corpo todo, principalmente couro cabeludo, joelhos, costas, nádegas e cotovelos. Também acomete as sobrancelhas, axilas, umbigo, virilha e unhas. Em geral, a psoríase limitada somente produz as doenças decorrentes da escamação. Outros tipos de psoríase desenvolvem uma sintomatologia mais aguda: a psoríase pustulosa produz pústulas em todo o corpo, principalmente nas mãos e nos pés; a artrite psoriásica produz dores semelhantes com a reumatoide; e a psoríase estendida em todo o corpo pode gerar uma inflamação (dermatite) e alterar o funcionamento da pele como barreira.
Quando a psoríase está em pleno desenvolvimento, a observação da escamação permite um diagnóstico seguro, pois apresenta características particulares (que não ficam de manifesto desde o primeiro momento). Uma biópsia de pele, examinada ao microscópio, permite uma confirmação.
A exposição aos raios ultravioletas (naturais ou artificiais) colabora com o desaparecimento da psoríase. O tratamento é completado com diferentes fármacos, dependendo do tipo de psoríase desenvolvida. Pomadas com corticosteroides e cremes com vitamina D, alcatrão betuminoso ou ácido salicílico apresentam excelentes resultados nos pacientes com psoríase leve. A psoríase pustulosa é tratada com isotretinoína e etretinato. Nos casos de psoríase extensa e psoríase aguda, prescreve-se metotrexato, uma droga que interrompe a reprodução das células cutâneas. Esse medicamento e outros, como a ciclosporina (com excelentes resultados nos casos graves), devem ser ministrados sob estrito controle médico, pois apresentam efeitos colaterais adversos, por exemplo, nos rins, no fígado e na medula óssea.